Falcoaria em Portugal

A Falcoaria é uma modalidade de caça praticada em Portugal desde o séc. XII e assinalada no território desde a fundação da nacionalidade.

O período de maior esplendor desta atividade no nosso país ocorre durante o reinado de D. Fernando, século XIV (1367–1383), o qual chegou mesmo a encomendar a Pêro Menino a publicação Livro de Falcoaria, que tratava de questões relacionadas com a saúde das aves de presa.

Com a perda da independência para Castela, no século XVI, a atividade deixou o seu esplendor em Portugal e foi mantida por poucos. No entanto é durante esse período, 1616, que é publicado a Arte da Caça de Altaneria, de Diogo Fernandes Ferreira, obra que trata detalhadamente os conhecimentos, à época, relativos à Cetraria.


Durante o século XVIII, após a Restauração da Independência e devido às descobertas realizadas no Brasil, a Casa Real Portuguesa retoma a prática da Falcoaria com grande entusiasmo e manda construir a Real Falcoaria de Salvaterra de Magos. Esta chegou mesmo a rivalizar com o que melhor se fazia nesta arte a nível europeu, sob a direção de mestres falcoeiros oriundos dos Países Baixos.

O apogeu da Cetraria europeia foi alcançado nos séculos XIV a XVII. A decadência vem a verificar-se, inicialmente, com o aperfeiçoamento das armas de fogo e posteriormente com as modificações sociais resultantes da Revolução Francesa. Contudo, não se chegou nunca ao aniquilamento total.

Ainda hoje os falcoeiros utilizam técnicas, nomenclatura e materiais que distinguem esta prática ancestral. O respeito pela ave de presa, pela presa e pela Natureza são fundamentos de cada falcoeiro. A beleza do lance de caça é o valor máximo da Falcoaria.


fotografia: Frederico II com seu Falcão de Caça no livro De arte venandi cum avibus (Sobre a arte de caçar com aves). Séc. XIII tardio.

Por favor aguarde...
x